Quinta-feira, 2 de Julho de 2009


TOP BLOG - TOP 100 MAIS VOTADOS



Pois é, eu pedi e vocês votaram.

Acabo de receber a notícia que o meu blog está no Top 100 dos Blogs mais votados.

Obrigada pelas palavras de carinho e incentivo .

Agora vamos à última etapa: a escolha dos 10 mais votados pelo júri popular até 11 de agosto.

Dependo de vocês: por favor divulguem este trabalho!!!

Pina Bausch costumava dizer:

"Não interessa como as pessoas se movem, mas o que as move."

Domingo, 28 de Junho de 2009

Grandma Moses foi uma artista norte-americana que viveu 101 anos, mas começou a pintar só aos 70 anos. Apesar disto, durante as três décadas em que se dedicou à pintura conseguiu realizar 1500 telas e se tornar uma das artistas primitivas mais importantes dos Estados Unidos reconhecida também na Europa.
Suas telas retratavam o cotidiano das fazendas no lindo Estado de Vermont, a partir da mudança das estações e do tipo de tarefa que cada uma destas requeria. Com um estilo muito popular ilustrou os cartões de natal da Hallmark e graças a televisão tranformou-se numa superstar.
Sua carreira como artista só começou quando a artrite a impediu de continuar suas atividades domésticas. Costumava dizer que: "se eu não tivesse me tornado uma artista continuaria a criar galinhas". Menina do campo, criou cinco filhos e era famosa pelas geléias que fazia. Mulher do lar, graças a sua sensibilidade foi capaz de transformar a habilidade para os trabalhos manuais em obra de arte.


"When Leaves Turn", 1943

"The Old Covered Bridge", 1944

"Home Dear Home", 1944

Domingo, 14 de Junho de 2009

Nós estavamos viajando pelo interior do País de Gales, quando percebemos no mapa a indicação deste lugar que ao chegar soubemos que era um dos jardins mais bonitos da Grã-Bretanha.



















Em 1949 o jardim foi doado ao National Trust, uma instituição separada do Estado que é responsável pela guarda de mais de 200 casas e jardins interessantes no Reino Unido, mantida através da participação e ajuda dos seus membros. Desde então é visitado durante o ano por milhares de pessoas. A família do Lord Aberconway's, proprietária deste lugar desde 1874, conseguiu durante todo este tempo que sempre houvesse alguém da família muito interessado em jardinagem que executava a cada ano mais melhorias no jardim. Também o grupo de jardineiros responsável pela manutenção deste local sempre foi da mesma familia e os ensinamentos foram passados ano a ano de pai para filho.
O jardim é composto por duas áreas. A parte alta em torno da casa constituida por terraças no estilo italiano
repletas de rosas e nenufares . A parte baixa com grandes áreas em declive tem uma vegetação mais livre.
A idéia deste jardim foi plantar um grande número de plantas diferentes, aquelas que eram apropriadas ao clima e ao solo, de forma que juntas produzissem um efeito especial que contribuisse para a beleza geral do conjunto.

Quarta-feira, 10 de Junho de 2009

O jardim que Claude Monet projetou e executou em Giverny é conhecido como "jardim japonês". As ninféias que bóiam nas águas foram importadas do Japão e a ponte tantas vezes representada em telas é uma cópia de uma ponte japonesa. Não existe relato de que Monet tenha conhecido o Japão, mas com certeza, através de sua coleção de gravuras de Ukiyo-se e das informações que chegavam na Europa nesta época, ele também se tornou um aficionado por esta cultura.

O jardim foi pensado para ser uma obra-prima: as formas e as cores das plantas foram selecionadas e organizadas para se transformarem em fonte de inspiração para o resto de sua vida.

Terça-feira, 9 de Junho de 2009

Durante a viagem pelo Japão diversas vezes me surpreendi com a postura das crianças. Ao encontrá-las nos templos, excursionando com suas escolas para conhecer o patrimônio nacional, totalmente uniformizadas, numa época de intenso calor, não demonstravam, como era de se esperar, a menor menção de que fossem se desalinhar, arregaçar as mangas ou tirar os paletós.

Descobri que isto tem a ver com o estado zen, tão caro aos japoneses. Pode-se dizer que é a "cultura do seiza e do seishi".

Seiza é sentar-se numa atitude calma, tranqüila, em repouso, silêncio e transparência, e seishi é um estado de espírito calmo, transparente e correto. Seiza é, então, a expressão de quietude do corpo, ao passo que seishi exprime a tranqüilidade do espírito.

Os japoneses passaram a usar o sistema seiza e seishi sobretudo nas artes como o teatro nô, o poema haikai, o arranjo floral ikebana e a cerimônia do chá a partir dos fins do século XIV, quando a atitude zen foi totalmente incorporada à vida cotidiana do país.

Estes elementos da cultura japonesa qualificados com a palavra "caminho" — caminho das artes militares, caminho das flores, caminho do chá - são aperfeiçoados e sublimados graças ao emprego do seiza.

A partir dos três anos, as mães fazem os filhos praticarem seiza consigo, sentados em cadeiras, eretos, calados, respirando ritmicamente. Essa prática diária pode continuar até os vinte anos e chega a ter uma hora de duração. Considera-se, então, terminado o aprendizado de boas maneiras.

Zen quer dizer: "pensamento tranqüilo".
Dizia o poema:
"Para aquele que pratica o zen
As pessoas que passam pela ponte
São aquilo que são."

A tranqüilidade mental consiste em ver a realidade exatamente como ela é.

Segunda-feira, 8 de Junho de 2009

Aos domingos em Tóquio acontece, nos templos budistas ou xintoístas que existem dentro dos parques da cidade, este tipo de cena: o casamento. Comemoração que segue um ritual bem tradicional, e é fruto na maior parte das vezes de acerto entre as famílias.A preparação da noiva é o quesito mais complicado e exige a ajuda de pelo menos três assistentes. O quimono, pesado por causa das roupas sobrepostas, fica completamente amarrado ao corpo da mulher e impede que faça qualquer movimento mais ousado. O objetivo da maquiagem é deixar a pele bem branca. O cabelo é substituído por uma peruca, com muitos arranjos. Por cima coloca-se o tsuno kakushi, uma espécie de capuz, que representa a obediência da mulher ao marido. O noivo veste um quimono preto, com o brasão da família. No lugar do sapato, um chinelo com meia branca. No fim da cerimônia as famílias organizam-se para a foto eterna, e o que mais impressiona é a postura das pessoas. É tudo da maior elegância.