No artigo "O Gosto" publicado em 1973 em Textos Informes, Flávio Motta declarou que apesar do consenso de que "gosto não se discute", para ele "gosto é discutível", sim. Principalmente, quando o trabalho não tem como objetivo o essencial mas resulta em desperdício de tempo e matéria.
Nas aulas de história da arte, quando educava nosso olhar e discernimento, se alguém por acaso falasse gosto ou não gosto, retrucava que só se "gosta" de goiabada ou marmelada porque é indiferente. Mas, quando se trata de arte é preciso transcender questões como paladar, opinião ou o jeito de ser e fazer.
Nesta mesma época, nossa colega Sakae Ishi, mulher do artista plástico Luís Paulo Baravelli, dizia em tom jocoso que o aluno da FAU só podia usar sabonete Phebo. Oval,
2 comentários:
Lembrando um recente almoço com o amigo Flavio, conversavamos sobre o gosto comendo uma coalhada síria que ele me apresentava.
Disse eu - Não conhecia e é gostosa.
FM - Aprendeu a gostar ?
Respondi - Claro, o gosto se aprimora.
Sobre o sabonete, o perfeito para arquitetura?
Não tem nada de concreto.
Ƨ.
Olá.
Gostaria de lhe lembrar que nada é sagrado.
Nem o sabonete, nem nossa arquitetura de concreto.
As mudanças devem ser bem vindas.
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