Na etapa seguinte, a estrutura da casa foi desenhada como elemento capaz de defini-la, as colunas de baixo foram expostas e a ossatura fazia parte da expressão formal do projeto.
Nestas casas desenvolvia organicamente o programa, criando, dentro de uma construção compacta, espaços interligados sob um único vão, onde as áreas de estar e estúdio incorporavam em pequenas alcovas os outros compartimentos e as edículas, já prevendo a futura extinção destes serviços.
A Casa Baeta (1957) foi sempre a paixão dos discípulos. Nasceu modelo. Nela alguns moraram, e outros ainda guardam seu desenho. Modelo que mais versões teve na arquitetura paulistana: o espaço único distribuído em meios níveis, a sala com pé-direito duplo, o estúdio a meio nível e os dormitórios acima. Definida pela estrutura de concreto, as alvenarias foram construídas de forma a evidenciar os usos que encerram.
Respondendo às minhas dúvidas sobre esta casa, o professor Artigas escreveu a seguinte história: "- Quem fez os projetos de estrutura e de instalações da casa? Quem a construiu?
- Nosso escritório na época, eu e meus auxiliares. Quanto à construção, o processo foi acidentado. Eu tive que assumi-lo no meio do caminho porque o engenheiro canalha a quem eu tinha atribuído a construção comportou-se de acordo com o adjetivo acima. Agostinho Mallart era o empreiteiro de mão-de-obra que o tipo explorava. Afastei o engenheiro e descobri Agostinho Mallart, que trabalha comigo até hoje."
Nos projetos de casa, para baratear o custo, era comum o arquiteto assumir desde os projetos de estrutura e das instalações até a construção da obra. Aí aparecia a figura do empreiteiro, que, além de mais econômico, se convertia no companheiro de toda a vida.
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