O recado, embora contundente, não me convenceu. Valorizar a casa era revelar a contradição imposta pelo cotidiano do arquiteto à sua formação. Na prática, a casa é muitas vezes a única ocasião para o profissional experimentar. E, a minha convicção de que encontraria neste estudo uma arquitetura com características próprias animava a minha determinação.
Sempre ouvi dizer que Vilanova Artigas, ao longo de sua vida, chegou a projetar e construir mais de trezentas residências. Para entender a sua trajetória escolhi cinco casas, consideradas pelos discípulos como modelos de sua arquitetura. Cada uma representa etapa diversa de seu trabalho e de suas preocupações. Em quase todas realizou "o projeto completo"', desde o cálculo das fundações até a construção, pois como engenheiro-arquiteto, possuía os instrumentos para tal disciplina. Este jeito de projetar é visível também em seus alunos, homens de prancheta, quase operários.
2 comentários:
Sra. Marlene, tua iniciativa em registrar parte de tuas memórias entre em um blog é louvável, teus textos têm sido leitura obrigatória.
um forte abraço
luciano
Olá Marlene!
Assinei o feed do seu blog e a cada atualização venho rapidinho ler o que foi escrito.
Parabéns pela iniciativa.
Te faço uma pergunta que imagino ser muito comum, e talvez, uma chateação constante.
Quando sairá uma reedição do livro sobre as casas?
Por favor, nos dê a oportunidade de ter esse livro. Ou nos explique o que impede que isso aconteça?
Saudações cordiais! Boa sorte com o blog.
Postar um comentário