mazônia com o intuito de encontrar e desenhar a Moonflower. Uma espécie de cactus, que se agarra nas árvores, cujas flores só florescem umas vez por ano por poucas horas à noite. Conhecia a planta, das inúmeras expedições que empreendeu pela floresta amazônica durante trinta e dois anos, mas nunca havia visto suas flores. Em 1988, quando já era bem idosa, determinada a vê-la florescer em seu habitat natural foi para o Arquipélago das Anavilhanas, uma reserva natural no Rio Negro. Durante alguns dias esteve em vários sítios a procura da Moonflower. Ao localizá-la, na noite tão esperada, fez uma vigília para vê-la florescer. Testemunhou, então, a abertura dos botões em grande flores brancas que desprendiam uma delicada fragância. Durante aquela noite, fez croquis de cada estágio da vida da Moonflower, dos botões abrindo-se em flores até finalmente murcharem. Quando voltou para casa, a partir destas anotações, realizou uma série de pinturas de cada estágio da Moonflower que são as únicas imagens existentes
dessa flor tão efêmera. Esta pinturas foram o seu último trabalho.Naquele ano foi à Londres para receber uma série de honrarias, reconhecimento pelo trabalho de uma vida, quando num acidente de automóvel faleceu. O jornalista inglês que a entrevistou para a televisão pela última vez, antes de sua morte, escreveu que ficou completamente seduzido por esta senhora de setenta e nove anos, sobretudo pela maneira como nela era evidente o compromisso com o que havia escolhido fazer, a certeza que tinha de sua responsabilidade na terra. Uma missão inspirada que ela tinha o talento para realizar.
Hoje, 25 de janeiro, aniversário da cidade de São Paulo, a Pinacoteca inaugura uma exposição com aquarelas e pinturas desta ilustradora tão importante para o Brasil para comemorar os seus 100 anos.
5 comentários:
Foarte interesant ce ai postat.M-am uitat pe blogul tau si imi place ce am vazut chiar e frumos si interesant.Felicitari si sigur am sa mai revin!
Que bonito este post Marlene; uma lição.
Parabéns pelo blog, está muito interessante.
Abraços
Reinoldo Klein
Num mundo tão violento, a vida da Margaret Mee se destaca radicalmente e seu deslumbramento pelas flores brasileiras traz muita felicidade. Ainda bem que ela viveu plenamente sua paixão e que você soube contar a história da Moonflower!
Beijos.
Mathias
Marlene, o teu blog é um oásis de sabedoria e beleza neste mundo doido da internet. Só usufruir dos trabalhos de Margareth Mee já nos dá alegria para continuar por mais um dia. Sylvia
oi
bem bacana! o post. eu só queria mencionar uma coisinha.
o texto diz assim (…)" Quando voltou para casa, a partir destas anotações, realizou uma série de pinturas de cada estágio da Moonflower que são as únicas imagens existentes dessa flor tão efêmera."(…)
então… talvez não sejam as únicas imagens existentes. neste link
http://www.margaretmeesamazon.com/
margaret_mee_3/moonflower_fotos.htm
você encontra as fotos da florescência da Moonflower.
só essa menção…
boa sorte
Marcia
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