terça-feira, 10 de março de 2009

Segundo o "Wikipedia", o pai dos burros da vida moderna, serendipismo vem da palavra inglesa serendipity, cunhada pelo escritor britânico Horace Walpole em 1754 a partir da lenda persa "Os três príncipes de Serendip". A história relata as aventuras de três príncipes que, graças à capacidade de observação e sagacidade, descobriam "acidentalmente" a solução para todos os problemas. Esta característica tornava-os especiais e importantes, não apenas por terem um dom, mas por terem a mente aberta para as múltiplas possibilidades que apareciam. Assim, serependismo é uma forma de criatividade na qual confluem curiosidade, disciplina e o acaso.
Isto para introduzir Maija Isola cuja habilidade para absorver milhares de influências, a que se expôs ao longo da vida, e formatá-las em lindas estampas, adequadas ao espírito dos tempos, era seu toque de serependismo. Sempre que estava num novo lugar frequentava museus, lojas e passeava pela cidade, pois seu trabalho se alimentava das tradições que observava, das obras de arte que a impressionavam mas sobretudo do cotidiano que vivenciava.

O processo criativo se alimenta da memória, da imaginação e da capacidade de sonhar, para que surjam os "insights" que depois irão se materializar em obras de arte.

Em 1964, Maija desenhou uma série de flores estilizadas e nomeou-a de Unikko, até hoje uma das estampas mais populares de todos os tempos.

2 comentários:

Observador disse...

É impressionante pensar quanto design maravilhoso saiu da Finlândia nos anos dourados do modernismo. Quanto temos em comum com o design Escandinávio. Alvar Aalto é nosso Sergio Rodrigues.

As cores vivas que a Marimekko e Iittala vendem devem ser para contrabalancear o clima frio! rs

Sylvia Ficher disse...

Marlene, esta Maija Isola não é da Marimekko? Não lembro se a loja é sueca ou finlandesa, mas eu tinha umas almofadas com tecidos Marimekko com estampas bem parecidas, lá no ap. da Tucumã, vc lembra? A Marta Dora tbém, quando voltou de Berkley. Acho até que vi Marimekko pela primeira na casa dela e depois comprei vários tecidos pro ap. de NY. Bem depois, uma vez que ela foi pros USA, me trouxe vários retalhos mas aí já foram pras almofadas do ap. de Brasília. E os mesmos tecidos ainda são feitos, recentemente vi uma loja Marimekko em Lisboa com as estampas tradicionais. Hoje, com a internet, vai ver dá até pra comprar diretamente...

Só vc, blogueira super disciplinada bem Marlene que é, pra me fazer lembrar destas coisas!!! Sylvia